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A segurança da nanoprata na área da saúde

Conhecida há mais de 2000 mil anos por suas propriedades antimicrobianas, a prata tem sido empregada na medicina ao longo dos anos devido a sua capacidade de auxiliar no tratamento de lesões e infecções.

Com a evolução da medicina, também foi sendo estudada a combinação da prata com antibióticos devido ao baixo risco de formar bactérias super resistentes. [International consensus. Appropriate use of silver dressings in wounds. An expert working group consensus, 2012]

 O uso da prata em curativos

A prata é encontrada em curativos na forma elemental (nanocristais), inorgânica (sais de prata) e orgânica (complexos com alginato ou carboximetilcelulose), e pode ser aplicada na superfície externa do curativo como revestimento, dentro dos espaços do material curativo ou como parte da sua estrutura. Estudos comprovam que uma quantidade muito pequena de prata – cerca de 1 ppm – já são suficientes para apresentar resultado efetivo contra bactérias no exsudato de um ferimento, sendo que apenas uma mínima parte dessa prata é absorvida pelo organismo. [Thomas S, McCubbin P. J Wound Care 2003; 12(8): 305-8.]

A presença de prata em curativos tem por objetivo reduzir o número de bactérias presentes no ferimento, e não necessariamente auxiliar na cura, apesar de que muitos testes indicam que ela realmente tem efeito positivo no tratamento, aumentando a velocidade de cura quando utilizada de forma limitada e controlada. [Joachim Dissemond et al., 2016]

Os avanços da nanotecnologia continuam evoluindo dia após dia, e as pesquisas envolvendo prata na área da saúde estão evoluindo rapidamente, com aplicações variando do uso externo, como no caso dos curativos, para o uso interno, estudando seu efeito sinérgico com medicamentos.

Aplicação da nanotecnologia em medicamentos

Um estudo recente desenvolvido por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) comprovaram que a utilização de nanopartículas de prata conjugada com um antibiótico – ampicilina – potencializa o efeito contra bactérias do tipo E. coli de linhagens resistentes ao medicamento. No mesmo estudo, as nanopartículas de prata revestidas com ampicilina foram testadas em células renais humanas e se mostraram totalmente atóxicas, não interferindo no ciclo celular. [Mateus Borba Cardoso et al, 2016]

A ideia é utilizar o antibiótico como veículo de transporte da nanopartícula até as bactérias, de modo que ela fique protegida dentro do organismo, incapaz de causar qualquer dano ao paciente. Dessa forma, ao alcançar a bactéria, os agentes bactericidas atuam em conjunto para combater até mesmo os microrganismos mais resistentes.

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Nanotecnologia segura na saúde

Apesar dos resultados promissores do uso da nanotecnologia na medicina, ainda existe muito preconceito com a utilização de nanopartículas. Muitos estudos indicam que o contato da prata com a pele em curativos pode causar descoloração, entretanto não é perigosa e é reversível após cessar o contato. Outros estudos mostram que quando a prata absorvida, ela é majoritariamente excretada pelas fezes e urina e que não é absorvida pelo sistema nervoso central e periférico. [International consensus. Appropriate use of silver dressings in wounds. An expert working group consensus, 2012]

Apesar de tantas perspectivas positivas acerca do uso da nanoprata em medicamentos, nenhum ativo é liberado atualmente para uso em medicamentos sem que haja um controle rígido de seus efeitos e, principalmente, possíveis impactos e sequelas no organismo. Agindo dessa forma, é possível garantir a segurança do produto.

Artigo redigido por Iasminy da Silva Brasil

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