A ASTM E3031 é a norma internacional exclusiva para atestar a atividade antibacteriana em cerâmicas esmaltadas.
Para atestar tecnicamente a segurança microbiológica em revestimentos cerâmicos e louças sanitárias, a indústria utiliza a norma internacional ASTM E3031.
O que é a norma ASTM E3031 e por que ela foi criada?
A ASTM E3031 é uma norma técnica internacional desenvolvida especificamente para avaliar e quantificar a eficácia antibacteriana em cerâmicas esmaltadas.
O método soluciona o problema técnico da dessecação ao exigir a pré-hidratação da peça, garantindo que o laudo ateste o real desempenho da superfície cerâmica.
Em testes genéricos não direcionados para cerâmicas, a base do material (o biscoito) tende a absorver a umidade da suspensão bacteriana.
A norma ASTM E3031 impede a ocorrência de falsos positivos de eficácia ao estabilizar as condições de umidade antes da inoculação do microrganismo.
Qual é a diferença entre a norma ASTM E3031 e a JIS Z 2801?
A norma JIS Z 2801 é o padrão para avaliar a atividade antibacteriana estritamente em plásticos não porosos. A norma ASTM E3031 é exigida para cerâmicas esmaltadas, pois introduz a pré-hidratação obrigatória para impedir a absorção de água do inóculo pela matriz da cerâmica.
Além de combater o ressecamento, os esmaltes cerâmicos frequentemente contêm metais na composição que alteram o crescimento bacteriano basal.
A metodologia da ASTM E3031 permite a utilização de vidro borossilicato como amostra de controle para assegurar a precisão e a confiabilidade do ensaio de redução logarítmica.
Como funciona a metodologia de teste de baixo inóculo?
O método de baixo inóculo (low inoculum) exige que a bactéria consiga se multiplicar fisicamente na amostra de controle durante as 24 horas de teste. Essa exigência atesta que a eliminação microbiana na cerâmica ocorreu exclusivamente pela ação da tecnologia química antimicrobiana. O ensaio segue cinco etapas:
- Preparação dos Corpos de Prova: O laboratório corta as amostras da cerâmica esmaltada em uma dimensão exata e executa a esterilização via álcool e UVC.
- Pré-hidratação da Superfície: As peças esterilizadas descansam sobre lenços umedecidos com água deionizada estéril para neutralizar a dessecação.
- Inoculação Bacteriana: O laboratorista inocula a superfície pré-hidratada com a suspensão de Escherichia coli (ATCC 8739) e cobre a gota com uma película plástica.
- Incubação Controlada: A amostra de cerâmica permanece na incubadora por 24 horas (± 1 h) ininterruptas, sob temperatura de 35 °C (± 2 °C) e umidade igual ou superior a 75%.
- Extração e Contagem: A cerâmica tratada é imersa em 100 mL de solução neutralizadora sob agitação mecânica severa para recuperar as bactérias viáveis e permitir o cálculo quantitativo da redução logarítmica.
Como interpretar a ação bacteriostática ou bactericida na ASTM E3031?
A interpretação do resultado técnico baseia-se na fórmula matemática de redução logarítmica. A ação é classificada como bacteriostática quando a redução alcançada pela cerâmica tratada é igual ao crescimento ocorrido no material de controle.
Por outro lado, a ação é classificada como bactericida quando a redução logarítmica supera o crescimento do grupo de controle (eliminação letal das células).
A comprovação por meio de laudos sustenta os argumentos técnicos do fabricante de cerâmica diante do mercado.
Como a norma ASTM E3031 é aplicada no mercado de Arquitetura?
A validação técnica por meio da ASTM E3031 atesta que revestimentos e louças inibem a proliferação de bactérias na superfície.
Esse laudo fornece aos escritórios de arquitetura evidências de que o material construtivo promove higiene, durabilidade e proteção contínua em ambientes de uso intensivo.
Revestimentos Cerâmicos e Porcelanatos
Porcelanatos aplicados em áreas de alto fluxo, hospitais e cozinhas industriais requerem superfícies com controle microbiológico atestado. A certificação comprova que o esmalte funcionalizado contribui ativamente para a mitigação da contaminação cruzada, entregando diferenciação, bem-estar e segurança sanitária para o usuário final.
Como aplicar antimicrobiano laudado para cerâmicos e porcelanatos?
Louças Sanitárias e Pias
Vasos sanitários e lavatórios enfrentam exposição ininterrupta à umidade e acúmulo de matéria orgânica.
A tecnologia antimicrobiana da TNS Nano é formulada para suportar a queima em altas temperaturas, garantindo que o esmalte das louças mantenha as propriedades de higiene certificadas pela norma ASTM E3031.
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Frequently Asked Questions
A norma ISO 22196 é o método padrão para avaliar a atividade antibacteriana em plásticos e superfícies não porosas em geral. Já a norma ASTM E3031 foi desenvolvida especificamente para cerâmicas esmaltadas, introduzindo uma etapa de pré-hidratação que impede o ressecamento do inóculo e evita resultados falso-positivos nesse substrato.
Não. A norma ASTM E3031 é projetada exclusivamente para a avaliação de cerâmicas esmaltadas e materiais vitrificados. Para atestar a eficácia antibacteriana em polímeros, embalagens plásticas e laminados sintéticos, a indústria deve utilizar metodologias específicas como a ISO 22196 ou a JIS Z 2801.
O protocolo oficial da norma ASTM E3031 exige a utilização da bactéria Escherichia coli (ATCC 8739) como microrganismo padrão para quantificar a redução logarítmica. Dependendo da necessidade de validação industrial.
O baixo inóculo (low inoculum) é uma exigência metodológica para garantir que as bactérias consigam se multiplicar no grupo de controle cerâmico durante as 24 horas de teste. Esse parâmetro atesta que a redução microbiana na amostra tratada ocorreu exclusivamente pela ação da tecnologia química antimicrobiana.
Não de forma isolada. A ASTM E3031 mede estritamente a redução de colônias bacterianas na superfície do esmalte cerâmico. Embora a eliminação de bactérias diminua a principal fonte de degradação orgânica, a comprovação técnica da neutralização de gases exige ensaios focados em propriedade antiodor (como a ISO 17299 aplicada a outros substratos).
A TNS Nano fornece a solução química antimicrobiana formulada para compatibilidade com o esmalte cerâmico e o processo de queima do cliente. Além do desenvolvimento técnico, a equipe de engenharia apoia a implementação industrial e a validação do desempenho em laboratórios, sustentando a argumentação técnica do produto.
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